Lava Jato chega ao fim marcada por ilegalidades e por piora da imagem de Sergio Moro

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A Operação Lava Jato no Paraná chega ao fim em silêncio. Nesta quarta-feira (3), o Ministério Público Federal (MPF) declarou a extinção da força-tarefa, informando que os procuradores e integrantes da operação passarão a atuar no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF.

A operação foi definida pelo marqueteiro João Santana como “melhor esquema político de marketing já montado no Brasil“. Tanto que as movimentações do Ministério Público Federal de Curitiba deixam como maior legado a eleição do presidente Jair Bolsonaro. Além da destruição de setores essenciais da atividade econômica do país, como a indústria naval, do gás e óleo e da construção civil. Não faltam questionamentos sobre a lisura das ações dos promotores públicos, que agiram com objetivos políticos claros.

Entre os maiores escândalos da ilegalidades da operação, destaca-se a série de reportagens que ficou conhecida como Vaza Jato. As revelações de relações promíscuas entre procuradores e juízes, em especial Sérgio Moro, começaram em 2019 no The Intercept Brasil. A partir daí, o destino da Lava Jato começou a ganhar seu desenho final. “Coincidência ou não, a audiência – e a produção de conteúdo cai drasticamente após os primeiros episódios da #VazaJato”, aponta o analista de mídias sociais Pedro Barciela, em seu site “Essa Tal Rede Social.”

Iniciada em 2014, a Lava Jato pautou mais de 200 mil notícias que resultaram em 206 milhões de compartilhamentos, de acordo com levantamento de Barciela. “Os portais que mais ganharam engajamento foram UOL (22.9M), G1 (16.8M), Estadão (10.9M), República de Curitiba (8.8M), Veja (8.4M), Folha (7.8M) e Antagonista (5.4M)”, revela. A redução na produção de conteúdos pela imprensa começa com o início do mandato de Bolsonaro. E praticamente estanca a partir das primeiras reportagens publicadas pelo The Intercept Brasil.

Declínio

Em 2017, durante depoimento a Moro, em Curitiba, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertou o então juiz federal de primeira instância:

“Esses mesmos que me atacam hoje, se tiverem sinais de que eu serei absolvido, prepare-se, porque os ataques ao senhor vão ser muito mais fortes”.

Lula foi certeiro. Após cumprido o papel de impedir a candidatura do petista às eleições de 2018 e elevar os ânimos de segmentos da extrema direita no Brasil, Moro foi descartado pelo governo.

Bolsonaro premiou Moro com o cargo, mas o ex-juiz ainda tinha ambições de integrar o Supremo Tribunal Federal (STF), algo que não foi concretizado.

“Estou aqui graças a você”, reconheceu o presidente Bolsonaro no início de seu mandato.

Mas a boa relação não durou. Moro deixou o governo em abril de 2020, com um discurso de rompimento com o bolsonarismo, acusando o governo de utilizar instituições, notadamente a Polícia Federal, para benefício próprio da cúpula de Bolsonaro.

“É certo que o governo da época (Dilma Rousseff) tinha inúmeros defeitos (…) mas foi fundamental a manutenção da autonomia da PF para que fosse possível realizar esses trabalhos, seja de bom grado ou seja pela pressão da sociedade, essa autonomia foi mantida e isso permitiu que os resultados fossem alcançados. Isso é até um ilustrativo da importância de garantir o Estado de Direito, a autonomia das instituições de controle e de investigação”, disse Moro ao ser descartado.

Antes do fim da Lava Jato, outro rumo

Hoje, Moro recebe como “prêmio de consolação” um salário milionário em um escritório americano que representa empreiteiras que foram alvo de suas sentenças na Lava Jato. Já o coordenador da operação no Ministério Público, procurador Deltan Dallagnol, não ficou, como queria, com a gestão de um fundo bilionário resultado dos espólios da Lava Jato. Entretanto, não foi punido pelo Conselho Nacional do Ministério Público por suas ações ilegais.

A suspeição de Sergio Moro como juiz das ações originadas na Lava Jato devem passar por análise do Supremo Tribunal Federal (STF), que pode anular parte dos atos e sentenças. Enquanto isso, a análise do comportamento das redes sociais indica uma mudança no engajamento sobre o assunto. Antes dominada por apoiadores ideologicamente ligados ao bolsonarismo, agora a crítica negativa domina.

“O agrupamento de esquerda/progressista que se opõem ao ex-juiz pode ser definido de muitas formas, mas não mais como lulista. Ali estão imprensa, juristas e advogados cada vez mais estarrecidos com revelações da #VazaJato”, revela Barciela. “Assim, no momento em que mais precisa do que outrora foi sua “base de sustentação”, 90% das interações que o citam são negativas. O resquício do que um dia foi o lavajatismo, representa pouco mais de 7% das interações envolvendo Moro nos últimos 20 dias no Twitter” completa o analista.

© 2021, Radio Aparecida Web. Agência Senado, Agência Brasil, Brasil de Fato, Rede Brasil Atual, Sputnik News, SSP-SP

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