Secretaria de Saúde de MG sob investigação do Ministério Público e Assembleia Legislativa

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Aproximadamente 500 servidores administrativos da Secretaria da Saúde de Minas Gerais podem ter sido vacinados contra a covid-19 pelo governo de Romeu Zema (Novo), mesmo estando fora do grupo prioritário.

A suspeita é de que a pasta organizou um “fura-fila” da vacina, segundo o Ministério Público do estado.

A lista de imunizados inclui o próprio secretário de Saúde, Carlos Eduardo Amaral. Além dele, assessores de imprensa, funcionários de almoxarifados e da área administrativa também teriam recebido as doses mesmo não estando dentro dos critérios do Plano Nacional de Imunização e atuando em home office.

O caso é investigado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que, nesta quarta-feira (10), exigiu do secretário a entrega imediata dos nomes dos servidores.

Em audiência pública, que durou quase seis horas, Amaral admitiu que já foi imunizado, mas alegou que “quis tomar a vacina para dar o exemplo” à população. “Não concordo com nenhum movimento contrário à vacinação”, declarou.

Aos deputados, o secretário também justificou que a imunização dos servidores, sem respeitar a fila da vacina no estado, foi no “sentido de preservar os serviços de saúde e os órgãos estruturantes funcionando”. “Por isso servidores de secretarias estaduais e municipais são vacinados. Quem viabiliza um respirador chegar a determinado local e quantas vacinas serão destinadas são esses trabalhadores”, mencionou. Amaral, no entanto, disse que teria que consultar o jurídico da pasta sobre a possibilidade de repassar o nome dos funcionários vacinados.

Vacinação às escondidas

Os argumentos chamaram atenção de deputados estaduais, que questionaram o sigilo e a justificativa de “exemplo”, já que não houve um ato público de vacinação ou registro e divulgação em campanha.

Reportagem da rádio Bandeirantes de Belo Horizonte indica que havia uma orientação interna, por parte da secretaria, para que os servidores não contassem sobre a vacinação.

Eles também foram proibidos de filmar ou fotografar o momento em que recebiam as doses sem respeitar a fila da vacina.

A matéria destaca que pelo menos 17 assessores de comunicação foram vacinados contra a covid. E os servidores de cargos de confiança foram os primeiros convocados. Os coordenadores da secretaria estariam ainda “pressionando os funcionários para aderirem ao esquema de vacinação fora da política de prioridades”. À eles era apresentado um memorando interno que dizia ser legal a imunização. Mesmo assim, ressalta o veículo, muitos se recusaram a tomar a dose.

Parlamentares qualificaram as denúncias como um “escândalo nacional”. De acordo com o deputado estadual Ulysses Gomes (PT)  o “exemplo poderia ter sido dado de outras formas, mantendo a prioridade na fila de vacinação”. Eles acusaram o secretário de Saúde de não deixar claro os critérios de priorização e cobraram por mais doses dos imunizantes.

O presidente da ALMG, Agostinho Patrus (PV) anunciou que Amaral pode ser convocado a depor em uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) e responder por improbidade administrativa.

O pedido de CPI já conta com pelo menos 30 assinaturas.

Furar fila

“Furar a fila da vacina sem nenhum argumento razoável, enquanto avós não veem seus netos há mais de um ano e pessoas morrem em hospitais, é motivo suficiente para a Assembleia abrir uma CPI e investigar a fundo o absurdo ‘trem da alegria’ da imunização”, frisou Patrus em suas redes sociais.

A 19ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde de Belo Horizonte também deu um prazo de cinco dias para que a Secretaria de Saúde informe os cargos das pessoas vacinadas, as datas de imunização, correlacionando-as aos grupos prioritários definidos no plano do Ministério da Saúde.

A denúncia de “fura-fila” repercutiu negativamente sobre o governo Zema, que na noite de quarta anunciou a abertura de um inquérito, mas manteve Amaral no cargo.

A pandemia em Minas

Até o momento, o governo estadual divulga que 765.338 mineiros receberam a primeira dose, o equivalente a 61,04% do grupo prioritário. A segunda dose já foi aplicada em 358.350 pessoas, menos de 30% das prioridades. Pouco mais de 2 milhões de doses foram enviadas ao estado, que tem 20,8 milhões de habitantes.

Em paralelo, a imprensa local repercute que Minas, como todo o país, vive o pior momento da pandemia. No entanto, o governo Zema é o único em todo o Brasil que não faz distinção entre os leitos de UTI destinados a pacientes com covid-19. Nesta quarta, pela primeira vez, a secretaria de Saúde tornou pública a taxa de ocupação, que está em 78,3%.

(*) Com informações da CartaCapital, Imprensa ALMG e do Jornal Estado de Minas

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