PMs são presos acusados de executar 2 homens com 30 tiros dentro de carro em SP

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O Tribunal de Justiça Militar em São Paulo ordenou a prisão de dois policiais militares, o sargento André Chaves da Silva e o soldado Danilton Silveira da Silva, ambos do 1º Batalhão da Polícia Militar, por suspeita de executar dois homens em um carro na zona sul de São Paulo.

As prisões preventivas deles foram decretadas pelo Exmo.Sr.Dr Ronaldo João Roth, Juiz do Tribunal de Justiça Militar, a pedido do Ministério Público Militar (MPM) e da Corregedoria da PM, e estão detidos no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital.

A Corregedoria da Polícia também abriu um IPM ( inquérito policial militar ) contra os acusados.

Uma testemunha filmou os dois policiais atirando diversas vezes contra dois suspeitos dentro de um veículo que havia batido contra um poste, após perseguição.

“Os caras tá metendo chumbo nos caras”

diz a testemunha na gravação. Os homens mortos pelos policiais não tinham passagens criminais e aparecem como “pardos” no B.O., boletim de ocorrência do caso. Felipe Barbosa da Silva tinha 23 anos, estava no banco do motorista e teve 27 perfurações de balas. Segundo o sargento e o soldado que atiraram, Felipe estava com um revólver calibre 38 com numeração raspada. Vinicius Alves Procópio tinha 19 anos, estava no banco traseiro e teve 23 perfurações por tiros. De acordo com os dois policiais que foram presos, Vinicius tentou atirar com um revólver calibre 32, mas o tiro falhou, e a arma também teria a numeração adulterada. O Exmo.Sr.Dr Ronaldo João Roth, Juiz do Tribunal de Justiça Militar fundamentou a prisão afirmando em trecho do documento do TJM:

“Os fatos são gravíssimos, pois ocorreu a morte de dois civis, Felipe e Vinícius, com mais de 20 disparos em cada, sendo alvejados antes mesmo que pudessem sair do veículo. Por outro lado, os próprios policiais envolvidos declararam que não ouviram disparos por parte dos civis”

e disse mais ainda

“Houve excesso por parte dos investigados que, na condição de policiais militares, se afastaram do seu dever funcional, com a abordagem de veículo em descumprimento ao POP [Procedimento Operacional Padrão], realizando aproximadamente 15 (quinze) disparos cada, causando 27 (vinte e sete) perfurações em um civil e 23 (vinte e três) perfurações no outro, colocando em dúvida a credibilidade da instituição Polícia Militar, o que, demonstra a necessidade da prisão para a garantia da ordem pública”

e complementou na decisão: “Há também a suspeita de eventual fraude processual que possa ter ocorrido ao serem esses dois revólveres localizados na posse dos infratores, implantados na cena de crime” A Secretaria da Segurança Pública disse que as investigações seguem sendo conduzidas pela Corregedoria da PM e pelo DHPP, Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa, da Polícia Civil.

Veja a íntegra da nota da PM

O Comando da Polícia Militar solicitou a prisão preventiva dos policiais envolvidos na ocorrência à Justiça Militar. Os agentes já estão afastados de suas funções e as investigações prosseguem pela Corregedoria da PM e pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). A Polícia Militar não compactua com desvios de comportamento e se mantém diligente em relação às denúncias ou indícios de transgressões ou crimes cometidos por seus agentes.

Denúncias

 

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