Bolsonaro manda adiar reajuste na conta de luz para depois de 7 de setembro

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A jogada de Bolsonaro é não perder apoio nas manifestações pró-governo marcadas para o Dia da Independência.

Como uma das poucas estratégias para conter o risco de apagão iminente, o novo valor da bandeira vermelha 2 da conta de luz deveria ser anunciado nesta terça-feira (31), mas o presidente  Bolsonaro ordenou a seus ministros que não tomem medidas impopulares antes do Dia da Independência.

O intuito é não atrapalhar as manifestações pró-governo convocadas para 7 de setembro.

A informação é do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

A definição das bandeiras tarifárias é uma atribuição da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que, em tese, é independente. Mas o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, vem participando ativamente das tratativas.

O valor da bandeira vermelha 2 já tinha sido reajustado em 52% no mês passado, passando de R$ 6,24 por 100 kWh para os atuais R$ 9,49. Na ocasião, os técnicos da Aneel chegaram a sugerir aumento ainda maior, para R$ 11,50.

Desta vez, em função da gravidade da crise hídrica, o reajuste na bandeira vermelha 2 é estimado entre R$ 15 e R$ 20. Alguns analistas do setor chegam a falar em até R$ 25. Caso a tarifa dobre de valor, por exemplo, o impacto total na conta da luz pode chegar a 15%.

“Não adianta ficar chorando”

Além das bandeiras tarifárias definidas pela Aneel, o o governo anunciou que vai pagar um bônus a grandes consumidores que reduzirem suas demandas energéticas. No entanto, esse custo deverá ser repassado ao consumidor residencial comum. Diante disso, restou a Bolsonaro apelar à população para que “apague um ponto de luz”.

Na semana passada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a fazer chacota com o aumento na conta de luz. “Qual o problema de a energia ficar um pouco mais cara, porque choveu menos?”. No dia seguinte, disse que “não adianta ficar chorando”.

Termelétricas e conta de luz

A bandeira vermelha é acionada para cobrir os gastos com o acionamento das usinas termelétricas, devido à escassez de água nos reservatórios. De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os reservatórios para a geração de energia elétrica estão neste momento com apenas 30% da sua capacidade. Especificamente na região Sudeste, que registra o maior consumo, como também a maior capacidade de armazenamento, os reservatórios chegaram a 22%.

Contudo, as termelétricas chegam a ter custos de produção até 20 vezes maiores que o das usinas hidrelétricas e representantes das distribuidoras afirmam que o valor da bandeira vermelha 2 fixado em julho já não cobre esses gastos. Contudo, o governo teme o chamado “efeito cascata”, já que todas as atividades produtivas – da indústria ao comércio, passando pelos serviços – dependem do consumo energético.

A consequência é que os reajustes na tarifa acabarão sendo repassados aos consumidores, impulsionando ainda mais a inflação, que teve em sua prévia a maior variação para um mês de agosto registrada nos últimos 20 anos, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), do IBGE, divulgado na semana passada.

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