Campanha “Fora Bolsonaro” não apoia ato de 12 de Setembro e convoca ato unificado para o dia 2 de Outubro

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A coordenação da campanha “Fora Bolsonaro” não comparecerá aos atos de 12 de Setembro, e convocou as entidades participantes para uma nova manifestação no próximo dia 2 de Outubro, sábado, pelo impeachment.

A data foi escolhida em reunião realizada na noite desta sexta-feira, 10/9

Conforme os organizadores, a nova convocação é a “continuidade da pressão pelo fim deste governo genocida e criminoso, responsável pelo desemprego, fome, inflação, miséria e a morte de quase 600 mil pessoas”.

E está em sintonia  com os partidos de oposição e movimentos sociais que se reuniram e apontaram a construção de mobilizações para o início do mês de outubro.

Impeachment de Bolsonaro

A coordenação da campanha “Fora Bolsonaro” informou, ainda, que não faz parte da organização e nem da convocação de manifestantes para o ato deste domingo 12/9, articulado pelo Movimento Brasil Livre.

No meio da semana a CUT já havia divulgado que “não participará, não convocará e não faz parte da organização de nenhuma manifestação ou ato anunciada para o próximo dia 12 de setembro”, mas reforçou seu compromisso na luta pelos direitos da classe trabalhadora e pelo impeachment de Jair Bolsonaro.

Outras centrais de trabalhadores, porém, anunciaram a sua participação no ato de 12/9, entre elas, Força Sindical, UGT e Nova Central.

Integrante da campanha “Fora Bolsonaro”, a Associação Brasileira de Juristas Pela Democracia divulgou nota informando que não vai participar das manifestações convocadas para este domingo dia 12/9.

Para a entidade, o MBL “vem tentando vender o discurso de união contra Bolsonaro para chamar atos”.

Incoerente

O ato deste domingo é convocado, divulgado e organizado pelo Movimento Brasil Livre (MBL).

O ex-deputado Jean Wyllys, filiado ao PT, elencou em nota diversos motivos pelos quais não participará da manifestação.

Todos eles relacionados ao histórico de MBL e de seu líder, o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) na campanha golpista que derrubou Dilma Rousseff e abriu caminho para seu então aliado, Jair Bolsonaro, chegar ao poder.

E se dirigindo às esquerdas que se respeitam e respeitam a memória, pediu que seja traçada uma linha clara, “que não permita que o MBL se misture com elas e que impeça esses criminosos de lavarem suas biografias sujas para as eleições do ano que vem”.

“A rua é livre, mas cada qual no seu quadrado!” disse Jean Wyllys

Movimento do MBL mudou

A princípio, o ato do MBL era pelo impeachment de Bolsonaro e contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas para atrair mais adesão de movimentos e lideranças do campo progressista, focaram o ato somente no “Fora Bolsonaro”.

E as adesões vieram.

Anunciaram a sua participação a deputada estadual em São Paulo Isa Penna (Psol-SP), os deputados federais Alessandro Molon (PSB-RJ),  Alexandre Frota (PSDB-SP), Tabata Amaral (PDT-SP), Joice Hasselmann (PSL-SP), André Janones (Avante-MG), Marcelo Van Hattem (Novo-RS).

O ato, que será realizado em 15 estados, terá peso maior em São Paulo, onde a concentração está marcada para o dia 12/9, domingo, em frente ao MASP na Avenida Paulista.

© 2021, Radio Aparecida Web. Agência Senado, Agência Brasil, Brasil de Fato, Rede Brasil Atual, Sputnik News, SSP-SP

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