Gasolina sobe pela sexta semana seguida

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De acordo com levantamento realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina subiu pela sexta semana nos postos do país.

No último sábado (11), o combustível custou, em média, R$ 6,059 por litro, ante R$ 6,007 na semana anterior, alta de 0,86%. Segundo o IBGE, a gasolina acumula aumento de 31,1% entre janeiro e agosto, muito acima da inflação oficial registrada no período, que foi de 5,7%. Diesel e gás de cozinha também concentram altas de 28% e 23,8%, respectivamente.

Diante do quadro alarmante, o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, preferiu adotar o discurso do presidente Jair Bolsonaro. À comissão geral da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (14), ele tentou responsabilizar o ICMS pela alta nos combustíveis. Contudo, as alíquotas desse imposto estadual não foram alteradas nos últimos anos, o que invalida o argumento.

“Quando há flutuação no preço não significa que a Petrobras teve alteração no preço”, disse Silva e Luna aos deputados. No entanto, somente neste ano, a estatal elevou o preço da gasolina nove vezes ao todo.

Ainda assim, ele sinalizou que não pretende alterar a política de preços da estatal. “Qualquer termo dessa equação que é modificado, gera uma volatilidade no preço”, declarou, ignorando a volatilização em curso.

Até mesmo o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, criticou o ritmo acelerado dos repasses dos preços internacionais aos consumidores brasileiros. Em evento promovido pelo banco BTG Pactual, ele declarou que a Petrobras efetua esses repasses “muito mais rápido do que a grande parte dos países”.

O preço e o bolso dos acionistas

De acordo com o diretor técnico do Dieese, Fausto Augusto Junior, o problema da elevação dos preços dos combustíveis não está no ICMS, mas é resultado da política de preços adotada pela Petrobras. Desde 2016, a partir do governo Temer, a estatal adotou a política de Preço de Paridade Internacional (PPI), que acompanha a cotação do preço do barril de petróleo no mercado mundial. Com a desvalorização do real frente ao dólar, a cotação do petróleo em moeda nacional acabou explodindo.

Para Fausto, essa política é voltada para garantir os maiores rendimentos aos investidores privados que detêm ações da Petrobras. “Há uma opção para a Petrobras deixar de ser uma empresa dos brasileiros e passar a ser dos acionistas”, criticou o diretor do Dieese, em entrevista a Glauco Faria, para o Jornal Brasil Atual, nesta quarta-feira (15).

No entanto, ele citou que esta escolha acaba produzindo impactos para todos os brasileiros, não apenas para os motoristas. Isso porque a alta nos combustíveis acaba influenciando na inflação de todos os demais produtos, majoritariamente transportados em caminhões. A alta da inflação – na casa dos 10% nos últimos 12 meses – tem contribuído também para a elevação da taxa básica de juros (Selic), que é definida pelo BC, o que acaba encarecendo o crédito para famílias e empresas.

Outro resultado dessa política, segundo Fausto, é que as refinarias da Petrobras vêm operando abaixo da sua capacidade de produção. A estatal tem optado por exportar óleo cru em grande escala, ampliando a importação de combustíveis refinados, sempre com o intuito de garantir a ampliação dos dividendos para os acionistas. Além disso, também busca transferir para a iniciativa privada o controle de parte do parque de refino da estatal, o que também serviria para ampliar os resultados positivos, beneficiando os investidores.

Assista à entrevista

Redação: Tiago Pereira

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