Governo sabota vacina contra covid-19 e Brasil se aproxima de 590 mil mortes

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O Brasil registrou 643 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas e 34.407 novas infecções. Desse modo, totalizou nesta quinta-feira (16) 589.240 óbitos 21.069.017 casos desde o início do surto, há 19 meses, segundo o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). O avanço da vacina, que vem trazendo resultados positivos, sofreu um golpe por parte do governo. Mais cedo, o Ministério da Saúde suspendeu a vacinação de adolescentes sem comorbidades, inclusive para quem tomou a primeira dose. O ministro Marcelo Queiroga alegou não haver justificativa para imunização desse grupo, mas os motivos reais da decisão passam por imposição do governo Bolsonaro e falta de vacinas.

Cientistas receberam com desconfiança e críticas a medida, pois o país ainda apresenta uma taxa baixa de vacinação completa: 37,52% de imunizados, enquanto 71,47% tomaram a primeira dose. Com esses números, o Brasil segue em ritmo lento, atrás de vizinhos como Argentina, Equador, Chile e Uruguai, e próximo de índices da Bolívia e Colômbia. Países que, diferente do Brasil, não produzem vacina, apenas importam.

Entretanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica imunização de 80% da população do país para início da superação do surto. O governo, ao suspender a aplicação de vacina para jovens, apelou para desinformação e dados inconsistentes. O Ministério da Saúde chegou a dizer que a OMS não indicava vacinação dos adolescentes, o que é mentira. A entidade defende a prioridade para os mais velhos, mas indica a imunização de todos os grupos. A Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) autoriza o uso da Pfizer para indivíduos acima de 12 anos. A bula da vacina aponta para o mesmo caminho.

Governo x vacina

“É mentira que a OMS não recomenda imunização de crianças e adolescentes. É mentira que os benefícios da imunização de crianças ainda não estão definidos. A verdade é que, com a atraso da Astrazeneca pela Fiocruz, está faltando doses de vacina. E como não querem usar a CoronaVac, tomam essa decisão extremamente equivocada, e ainda tentam colocar na conta da OMS o resultado da incompetencia e falta de planejamento deles”, argumenta a epidemiologista Denise Garret.

O governo Bolsonaro não realizou planejamento para combate à pandemia. Ao contrário, disseminou mentiras sobre a segurança e eficácia das vacinas, promoveu e estimulou aglomerações, desdenhou da gravidade do vírus e das mortes. Além disso, atrasou na compra de vacinas, em movimentos suspeitos de prevaricação e favorecimento de contratos supostamente fraudulentos, em investigação na CPI da Covid. Agora, diante da falta de vacinas para a segunda dose, a estratégia foi de ampliar vozes negacionistas e impor dúvidas sobre a vacinação entre adolescentes.

“Como não tem AstraZeneca para o reforço dos idosos, vão ter q usar as doses da Pfizer q estava para os adolescentes. A priorização está certa – na falta de doses, idosos vêm primeiro. Mas aí levantar dúvidas sobre a segurança e importância de vacinar jovens é outra coisa”, afirma Denise. Apesar da orientação, São Paulo, Maranhão e Rio de Janeiro afirmaram que vão prosseguir com a imunização.

Repercussão

A deputada federal do Paraná, Gleisi Hoffmann, presidenta do PT, acrescenta que Queiroga provoca “confusão” na imunização de adolescentes. “Faltou a segunda dose da AstraZeneca, teve que usar Pfizer, agora recua e lança dúvidas sobre segurança nessa idade? O nome é incompetência! 2 mil adolescentes morreram de covid em 2021, fora os que ficaram com sequelas”

O deputado Marcelo Freixo (PSB-RJ) lembra dos estragos que a covid-19 provoca entre jovens. Dados de Israel apontam que 10% das crianças e adolescentes acometidos pela doença manifestam a “covid longa”, uma forma persistente da infecção. “Será que Queiroga sabe que hoje a covid é a principal causa de morte por doença de crianças e adolescentes entre 10 e 19 anos? Te contaram isso no grupo de zap que você consulta antes das coletivas?”, questionou.

A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) também manifestou repúdio à decisão de Queiroga. “Esta decisão do ministério, sem embasamento de fato, pode gerar medo nas famílias e apreensão dos jovens que já se imunizaram, atrasando ainda mais o calendário vacinal no Brasil. A suspensão da vacinação nos jovens vai implicar em diversos fatos como a organização escolar, retorno às aulas, sendo uma medida muito reativa, uma vez que a população adulta já está amplamente vacinada com pelo menos uma dose”.

© 2021, Radio Aparecida Web. Agência Senado, Agência Brasil, Brasil de Fato, Rede Brasil Atual, Sputnik News, SSP-SP

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